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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os Contos de Terror do Tio Montague, Chris Priestley

Nunca mais verei um espelho da mesma forma novamente. Graças a Chris Priestley.

Bom, essa vai ser a primeira resenha daqui do blog e espero que seja a primeira de várias.

Esse livro não tem cara de quem vai te assustar, bu!, realmente. Mas, seguindo aquele velho ditado: "Nunca julgue um livro pela capa." Se alguém disser que isso não é ditado, pois eu lhe digo: deveria ser!

Nunca li um livro de terror, a maioria eram suspense. Com alguns finais felizes. O que me mata! Porque o que mais me dá raiva é uma história que é para acabar mal e, de repente, do nada, acontece algo e todo mundo vive feliz para sempre. Simplesmente desnecessário.

Voltando ao livro. Era para ser um livro voltado às crianças, mas se uma criança ler isso, ela se mata, pois não há lugar seguro no mundo. Dentro de casa, na rua, num jardim e até em cima de uma árvore! Alguém já leu a série "Desventuras em Série"? O autor coloca no livro: "se você detesta histórias com finais infelizes e em que crianças sofrem, melhor procurar outro livro". Isso combina perfeitamente com "Contos de Terror do Tio Montague"!

O autor britânico, Chris Priestley, não teve muita preocupação em poupar seus personagens.
São 10 histórias que o Tio Montague conta para Edgar, seu sobrinho que atravessa um bosque sinistro, sempre com as crianças da vila observando-o por entre as árvores, para fazerem suas "reuniões", como Edgar se refere a suas visitas ao tio.

Nos contos, os protagonistas são todos crianças e não adianta ter otimismo. Nada de bom acontecerá com elas, podem ter certeza.
Bom, acho que é só isso. Não vou falar de todos os contos, pois vai ficar muito grande e vai acabar perdendo a graça do livro.
Injustamente pouco conhecido, recomendo a você que gosta de contos, a você que gosta de contos de terror e a você que simplesmente gosta de ler. Ah, e a você que gosta de ilustrações do tipo "Tim Burton".

Au revoir!

Obs.: mudei a url do blog, cansei do meu nome lá em cima e, como disse uma amiga minha (o que concordo plenamente), fica mais modesto.

terça-feira, 1 de abril de 2014

É disso que você precisa

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Tenho coragem. Ou apenas imagino ter. Tenho dito isso para mim mesma quando penso: "e se eu morrer jovem, daqui a alguns dias ou meses?" Dá medo, né? Tenho medo porque parece que ainda não é o suficiente. Não fiz tudo que penso que tenho que fazer. Não curti por inteiro.
Mas o negócio agora é investir na coragem. Coragem para levantar da cama e energizar seu dia. Dançar nua na frente do espelho e cantar, em alto e bom som, junto com Regina Spektor sem ligar se sua voz não é tão afinada nem para o que os vizinhos vão achar.
Coragem para fazer as malas e conhecer o mundo sem dinheiro no bolso. Fugir de casa nem que por 15 minutos e acompanhar as nuvens. Ir até o céu para descobrir, com certa decepção, de que as nuvens não são de algodão.
Você só precisa ter coragem.
Coragem para abraçar alguém que conhece há 10 minutos. Para beijar um garoto. Ou uma garota. Por que não? Coragem de ser quem você realmente é e não ter medo do que as pessoas a sua volta pensarão. Coragem para limpar o quintal e ver o pôr do sol, sem que os monstros da sua imaginação queiram sua cabeça como jantar.
Coragem de gastar suas economias em chocolate e se arrepender tanto da falta de dinheiro quanto dos quilinhos a mais. Coragem de parar de reclamar com o espelho sobre seu corpo, quem tem que gostar dele é você e só!
Digo e repito: você só precisa de coragem.
Coragem para tirar fotos com seu lado menos fotogênico e rir do estrago. Coragem de desapegar. Coragem de aceitar certas responsabilidades e se desprender de outras. De comer aquela comida estranha com um tempero diferente que alguém disse que é muito bom e que é para você provar, e você dizer a ela que não gostou (se não tiver gostado, claro). Coragem para agradar e não agradar.
Você só precisa de coragem para entender que vai morrer de qualquer jeito. Agora ou em dois séculos. Coragem para entender que o máximo que pode acontecer é você morrer mesmo, mas antes disso, você tem que aproveitar o máximo e morrer. Morrer de rir, de chorar, de felicidade, de amor. Pode ser que vá dormir e "parta dessa para melhor", linda e feliz. Pode morrer tendo o sonho mais inimaginavelmente louco da sua vida. Ou pode fazer desse sonho a sua vida.
Você pode qualquer coisa. Pode até morrer. Mas enquanto a morte não vem, para viver, meu caro, é preciso muita coragem.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Pré-ideias

Crônica escrita pela colaboradora do blog, Camila Vieira, dona do blog Letrar-se.

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Alguém uma vez me disse que a melhor parte de toda uma relação é a paquera, aquela troca de olhares a distancia, o sorrisos disfarçados. A gente olha a pessoa de longe e já cria várias pré-ideias, expectativas de como deve ser o beijo, o cheiro, o abraço. Depois vem o primeiro contato, palavras ditas ao pé do ouvido, um beijo "roubado". As pré-ideias se tornam concretas ou caem ao chão. 
       O coração disparado, boca seca, mãos suando, até parece que está doente, mas na realidade é pura expectativa. Um encontro, dois encontros, vários encontros e várias pré-ideias vão surgindo e outras vão desaparecendo. Mensagens e ligações trocadas durante todo dia e toda madrugada.
      Então, o namoro começa, sair com os amigos(as) dele(a), conhecer a família. As primeiras discussões por causa de um(a) ex e o primeiro beijo de pazes. Construir sonhos juntos, viajar juntos. Ver o amor crescer. Começar a conhecer quem realmente é a pessoa que está ao seu lado, achar graça das manias, pensar que pode mudar aquele vício, ver algumas pré-ideias ser tornarem reais e muitas outras serem atiradas na parede.
    1 mês, 2 meses, 5 meses, 1 ano de namoro. As brigas e cobranças começam a se tornar mais frequentes, ele(a) não parece mais se importar em parecer bonito(a) para você, a rotina toma conta, as mensagens ligações ficam mais escassas e as conversas que antes fluíam tão facilmente agora são substituídas por longos períodos de silêncio. O amor antes tão grande, começa a encolher.
     Uma decisão, 2 palavras e muita coragem. Não é nada fácil dizer adeus, saber que as palavras que saem da sua boca ferem a outra pessoa.Lágrimas escorrem. Vai ser melhor assim, não é você sou eu, nós ainda podemos ser amigos, não ajudam em nada. Porque? Porque tem que ser assim? Você não me ama mais? Não tem mais volta? Um último beijo?
     Ligações não atendidas, indiretas jogadas ao vento, fotos apagadas, memórias guardas, lágrimas secam, a vida segue e novos olhares são trocados com pessoas novas.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O cara que conheci no carnaval



Dizem as más línguas que carnaval não é para namorados. Porém, venho aqui informar às más línguas que vocês estão todas erradas.
Carnaval é para qualquer um: solteiros, namorados, enrolados, tico tico no fubá, casados e etcetera e tal. Carnaval é um lugar onde você conhece pessoas e, também, onde conhece outros lados de pessoas já conhecidas.
E hoje resolvi vir aqui para contar sobre o cara que eu conheci de verdade no carnaval.

As pessoas costumam ficar mais comunicativas, loucas, insensatas e entre outros no carnaval. Normal. Quem nunca? Enfim, vamos ao cara. Descobri que ele já estava bêbado desde tarde do dia, mas ainda estava bem. Descobri também que quando ele fica bêbado, não parece que está bêbado; é só um cara interagindo e brincando com qualquer um que passe por ele.

A festa foi num condomínio de ranchos na beira do Rio Grande, música alta e gente bebendo. Minha prima já estava louca e toda vez que íamos ao mato, vulgo banheiro, ela reclamava do cara que ela amava e ele não estava mais dando bola pra ela. Minha resposta: você não o ama. Mas vai dizer isso para uma pessoa bêbada fazendo xixi no mato! Não dá, ela não vai te escutar, e muito menos escutar a mim! Mas o causo aqui não sobre minha prima pra lá de Bagdá.

Segunda vez que me arrependo de beber. A primeira tomei um porre danado ao som da música Se eu tivesse um canudinho. Porém, dessa vez o arrependimento não é da ressaca ou de dar um grito no Hugo, é por não lembrar.

O cara que lhes digo, eu já conheço de outros carnavais. O carnaval desse ano foi diferente. Estávamos juntos, dançando, e ele começou a falar e falar e falar. Uma declaração. Senti-me especial para ele tal como ele disse que sou. Não tem outra palavra para descrever o que eu senti se não o tal do amor. E não é um desses amores adolescentes que tantos dizem ser, já vivi amores assim e isso não é nada parecido. E não é porque tenho dezoito anos que não sou capaz de amar alguém como uma pessoa de cinquenta ama seu parceiro.

Escutei e não disse nada, para não quebrar o clima. Mas fiquei feliz por lembrar um pouco do que ele disse, e por conhecer mais do cara que amo ao som de "Lepo Lepo".



Desculpem-me por não estar aparecendo muito por aqui. Estou numa fase de bloqueio criativo muito intensa. Beijos.