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sexta-feira, 8 de abril de 2016

A maré não está boa



Tento me convencer de que estou no caminho certo, de que sei exatamente o que quero e onde quero chegar. Me esforço para entender o que está acontecendo. Vai com calma que dá certo, me disseram. Estou calma, mas não estou vendo nada dar certo.

Pensei em desaparecer. Sumir. Fingir. Mas sinto que não vou fazer nada disso. Sei que sou forte, mas nesse momento minha força não está sendo suficiente. Sinto que vou me sentir ainda pior se me retirar. Não suporto as pessoas me perguntando o que eu tenho ou o que está acontecendo quando fico assim. Não são pessoas que realmente se importam. Só perguntam para se sentirem melhores, o típico "fiz minha parte".

A realidade é que eu também não sei o que está acontecendo.

Não sei o que quero, me sinto péssima fazendo qualquer coisa, minha paciência está mais curta que o normal e sou grossa com pessoas que não quero magoar. Estou cansada de sair sorrindo para todo mundo, de deixar algumas pessoas satisfeitas sendo que eu não fico. Eu não sei mesmo o que está acontecendo.

Só sei que isso é uma fase. Acho que é por isso que estou tentando ficar tranquila: já aconteceu antes e sei que vai passar. Por isso não vou desistir nem sumir. Vou sentar, me acalmar e esperar a maré baixar. O único, e maior, problema é que não sei quanto tempo vai levar essa espera.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ela escreveu:


continue me prometendo
um futuro uma velhice
uma felicidade
continue dizendo
que sou a
mulher da sua
vida
que não vê a hora
de dormir todas as
noites ao meu
lado
de conchinha ou
esparramado
continue afirmando
que nosso amor é
para sempre
e eu vou sempre
dizer sim e te
pedir que nunca
esqueça de ser e
estar por inteiro em
todos os nossos
instantes.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

{Melhores Quotes} O Menino do Pijama Listrado

Vim tirar a poeira daqui do blog com mais um Melhores Quotes. Dessa vez será do livro O Menino do Pijama Listrado, do John Boyne, que li em 2013, é faz um tempinho.
Sem muitas delongas, vamos lá:

Imagem tirada do blog Bonita Por Dentro

"Bruno sabia que às vezes, quando a pessoa está triste, não gosta de falar a respeito; às vezes acaba contando do que se trata por conta própria e às vezes não para de falar nisso durante meses, mas naquela ocasião ele pensou que seria melhor antes de dizer qualquer coisa."

"Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada."

"Não torne as coisas piores, pensando que dói mais do que você realmente está sentindo."

"Quando fechava os olhos, tudo ao seu redor parecia simplesmente vazio e frio, como se ele estivesse no lado mais solitário do mundo. No meio de lugar nenhum."

"Menina tola! É isso que considera de importância neste mundo? Ficar linda?"

"Temos que procurar fazer o melhor de uma situação ruim."

"Às vezes há coisas na vida que temos de fazer e não temos escolha a respeito delas."

"Só porque um homem olha para o céu a noite, isso não faz dele um astrônomo."

"A infância é medida por sons, aromas e visões, antes que o tempo obscuro da razão se expanda."

"Se quer saber, estamos todos no mesmo barco. E ele está afundando."

"Estou apenas dizendo o que sinto. Eu sou livre para fazer isso, não?"

"Um silêncio se seguiu a esse comentário, mas não foi um silêncio normal, quando por acaso não há ninguém falando. Era como se fosse um silêncio muito barulhento."


Mesmo já sendo um livro mais antigo e que muitas pessoas já o leram, muitas vezes a gente esquece algum quote perfeito para seu dia ou seu momento difícil. E todos juntos fica bem mais fácil de achar e sentir o gostinho de saudade da leitura.

Baci.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Cadê minha tristeza?


Um amigo me indicou um livro que só pelo título já quis sair correndo para comprar (porém, ainda não comprei). É um livro do Rubem Alves, chamado Ostra feliz não faz pérola. Não tive tempo de dar uma pesquisada sobre o livro ou ler alguma resenha, mas parei um pouco para pensar nesse título.
Ando tão feliz com as coisas que estão acontecendo e tudo que estou conseguindo realizar, que agora vejo que não estou com tempo para ficar triste. Aquela tristeza que me apertava tanto quando sentia falta de algo que nem conseguia imaginar o que era.
Percebo que minha escrita era mais largada, eu escrevia o que me vinha do coração. Hoje, a organização e o cálculo tomam frente nesse processo pouco usado ultimamente.
Sinto saudade. Sinto falta.
Já disse aqui que só sei ficar nas extremidades e isso é realmente verídico. Queria aprender a controlar isso, gostaria que ficasse tudo bem e que também saísse mais rabiscos de mim.
Cadê a dose de tristeza que todos têm? Essa dose que nos faz seguir em frente e transformar a sobrevivência?

Cadê a minha tristeza?