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terça-feira, 11 de junho de 2013

Belo Horizonte

Enfim um bom feriado para descansar o corpo, a cabeça e das pessoas. Uma coisa que estou precisando bastante. Relaxar. Com esse aglomerado de confusão acontecendo dentro de mim, precisava me distrair um pouco. Respirar outros ares, conversar com outras pessoas, pensar em outras coisas e ver outros horizontes, já conhecidos aliás. E fiz isso! Melhorou um pouco meu "cansaço", porém apenas superficialmente. E no fundo, eu sei que nada vai mudar e daqui a alguns dias tudo vai voltar. Mas, por enquanto, vou aproveitar o pouco que resta desta sensação.
Nesse feriado, eu e minha família, fomos para Belo Horizonte para ir no casamento de um primo. E como fomos, aproveitamos para passear. Eu e minha irmã já tínhamos ido para lá há dois anos, temos um primo, Raphael, que mora lá, conhecemos a tia Adriana, que é a mãe dele. Ela é muito legal, fofa e tratou a gente como se fôssemos filhas dela. E dessa vez não foi diferente.
Acho que estou com muita preguiça de escrever sobre BH, porque.. sei lá. Acho que é porque eu já fui lá, e não tem muita novidade pra eu contar. Então vou só colocar algumas fotos e pronto.
Praça da Liberdade
    E a Praça da Liberdade?! É linda! Super verde, super limpinha.. muito linda.

Igreja São Francisco de Assis - Pampulha
E fomos para Ouro Preto! Muito bonita a cidade, adorei os paralelepípedos (que parecem mais é pedrinhas jogadas no chão), as subidas e as descidas. 


Casa da Moeda

 A Casa da Moeda também é muito legal. Muito bonito o ar antigo de lá.



Por mais que eu brigue, grite e reclame de todo mundo (pai, mãe, irmã), eu acho que não viveria sem eles. Muitas vezes tenho raiva, vontade de bater a porta na cara de todo mundo, de sair e não olhar para trás. Mas.. é isso.
Mina da Passagem - Mariana

 E, é isso. Minha preguiça está muito grande pra eu ficar falando de lá. Quero que algumas coisas fiquem só comigo, ou no meu diário (se minha preguiça deixar!).

Beijos.

domingo, 2 de junho de 2013

Nada concreto


Faz um tempo que ando me sentindo esquisita. Não sei o que eu tenho. Não estou me sentindo sozinha nem quero ficar sozinha. Me sinto um pouco cansada de tudo, eu acho. Quero fazer algumas coisas, mas não me sinto a fim. E outras coisas que quero e estou a fim, parece que a pessoa não está querendo para aquela hora. Não quero me importar. Quero perder a cabeça, falar o que der na telha, mas não tenho um motivo para isso. Estou cansada de ter conversas calculadas. Nem gosto de cálculos! Tenho fome, mas não tenho vontade de comer. Tenho amigos, mas, hora não quero me socializar, hora quero conversar com todo mundo. Quero meu quarto bagunçado, mas estou sempre arrumando-o. Não quero me levar a sério. Preciso por minhas leituras em dia, mas estou sempre estudando. Preciso estudar direito, mas estou sempre lendo. Tenho que parar de me irritar tanto, minha cabeça não para de doer. Ando querendo me desligar de coisas, pessoas, lugares... Quero tudo de um jeito novo, mas com ar de velho conhecido. Quero sair, fazer diferente. Quero meus sonhos vivos e brilhando. Quero parar de me sentir assim. Quero dar os passos certos e alguns sem pensar se é errado ou não. Não consigo ver mais sentido em certas coisas, e não sei quais são essas coisas. Quero me divertir, mas não consigo. Sinto vontade de chorar, mas não choro. Sinto vontade de vomitar, mas não vomito. Sinto vontade de gritar, mas não grito. Quero sonhos novos que não tenha ninguém dentro. Quero bater o pé e reclamar. Não quero pensar nos outros. Estou ficando confusa e não sei porque! Estou angustiada. Quero carinho. Não quero ser melosa nem dramática. Estou cansada de fingir. Fingir que gosto, fingir que acredito, fingir que me divirto, fingir que quero.
Na verdade, nem sei o que eu quero. Só não quero assim. Cansei.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Teu Gosto

 Chega de ladainha e me beije logo. Teus lábios são bonitos, mas ficam mais quando colados nos meus. Tire essa mão do volante e grude-a na minha perna, ou um pouco mais para cima. Sei que minha máscara amarga combina com teu lado doce, mas quero sentir meus pelos eriçando com sua barba em meu pescoço. Desculpe meu apreço pelo erro, mas é assim que sou, é assim que quero ser. Por mais que eu tente esconder, meu lado sujo fala mais alto. Na verdade, grita. E não quero esconder isso de você. Quero que apenas você me conheça realmente como sou. Gosto de palavras, mas não sou boa com elas. Por isso prefiro demonstrar meus sentimentos com meu corpo. E sei, pelo teu semblante, que tu gosta e que deseja uma madrugada prolongada comigo.


P.S.: Projeto de poema em prosa para o laboratório de redação. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

cartas não enviadas

Querido,

Faz muito tempo desde a última vez em que nos vimos. Não que eu me sinta mal por causa disso. Deve ter ouvido conversas fiadas sobre mim e sobre os bares de quinta que andei frequentando. Deve ter ouvido o quanto bebi, o quanto falei, o quanto dancei e o quanto chorei. Você me conhece bem. Sabe que bebo para me distrair, para esquecer um pouco da vida corrida e dos acontecimentos desagradáveis. Sabe que o que falo é o que fica preso no meu "filtro mental", que são as coisas que penso e que não devo dizer. Sabe que quando danço é para disfarçar meus paços trôpegos de tanto álcool já existente na minha corrente sanguínea. E sabe que sempre choro depois de beber uma quantidade considerável, sempre por motivos que nem eu mesma sei dizer. Mas depois de achar que já estava no fundo do poço, já dizia o velho Bukowski, descobri que podia ir ainda mais fundo. Digo isso porque descobri o porque acabou. Porque você não suportava minhas manias e mudanças de humor constante. Não entendia minha alegria por cuidar de animais de rua, já que dizia que eu não conseguia cuidar nem de mim mesma. Não aguentava minha necessidade de liberdade. Não queria saber das minhas crises de choros e nem dizia, nem que fosse só para me acalmar, que ficaria ali comigo e que eu não teria com o que me preocupar. Não entendia também, minhas súbitas vontades de ficar sozinha ou de quando não conseguia ficar um minuto longe de você. Você tinha medo da minha absurda coragem de fazer as coisas sem planejar e sem ligar se dariam certo ou não. Descobri que você tinha medo de mim. E descobri que você não era tudo aquilo que eu queria. Rotina e organização era o título da sua agenda 2011. Rotina não é para mim e minha organização é tão bagunçada como meu armário. Um ano se passou e ainda não entendi o porque eu fui tão cega por ficar com você. Não estou mais no fundo do poço, agora seguro firme o balde para pegar água. Hoje sinto que não fez diferença ficar com você, só aumentou minha experiência de paixões imaginadas. Se me perguntam sobre você, a sensação é de como se você fosse uma pessoa que conheci na rua e nunca mais vi. 

Sem ressentimentos, 
Alice.




P.S.1: Fiquei com vontade de terminar uma carta de Alice.
P.S.2: Alice é uma personagem que vive na minha cabeça.
P.S.3: Parece bobeira, mas tento escrever o que eu sinto que ela sente.
P.S.4: Parece bobeira, mas não considere como bobeira.