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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Você tá bem?

Como você está no seu período de distanciamento/isolamento durante essa pandemia?

Queria começar com essa pergunta porque são poucas as vezes que nos perguntam isso e, quando perguntam, as pessoas ficam receosas de responder com total sinceridade e parecer um exagero, né? Bom, comigo é assim, mas às vezes é só preguiça de conversar mesmo.

Tem dias que eu fico com um cansaço incomum. Não quero levantar, não quero conversar, não quero nenhuma interação. Tento levar um dia de cada vez, inspirando e expirando. Consigo manter a calma, na maioria das vezes.

E aí, tem também alguns dias que eu quero muito conversar com todo mundo e saber como a pessoa está e o que está acontecendo na vida dela. Quero ajudar de alguma forma.

foto de agora
Há dias e mais dias eu estou ensaiando voltar a escrever aqui. Sinto uma saudade enorme de externar os pensamentos não apenas no diário (que está mais para pensamentos mensais/anuais). E agora, mais do que nunca, é hora de voltar aqui para eu não ficar na bad de vez.

Eu sou uma pessoa de toques. Já escrevi sobre isso aqui e quem me conhece pessoalmente também sabe. Eu gosto de abraçar, beijar, pegar na mão, no cabelo, dar cutucadinhas (eu sei que às vezes irrita, mas é um gesto de amor, aceite) e coisas do tipo. Então esses dias de distanciamento estão me deixando bem angustiada. Óbvio que não apenas por conta disso, toda a situação do mundo está um caos. Pode deixar, não estou focada só em mim e na minha bolhinha.

A minha rotina em 2020 mudou muito. Rapha e eu estamos morando juntos. Então as preocupações relacionadas a dinheiro/contas subiram de nível. Conciliar o trabalho na agência e manter a casa não foi nada tranquilo no primeiro mês, mas agora acho que estou pegando o ritmo. Daí chegou a pandemia e, a partir desse momento, não temos certeza de mais nada.

Vejo muitas pessoas falando para aceitar a "não-normalidade". E, para falar a verdade, isso não ajuda muito haha. Vamos dizer que eu aceito a não-normalidade para que meus sentimentos se "adequem" (claro que essas não são os termos corretos para falar, só estou desabafando aqui) a situação que estamos vivenciando hoje. Já que não é o normal mais, como é que eu tenho que me sentir? Como eu sei que o que estou sentindo é o que realmente vai me fazer bem? Eu sei que vai demorar um tempo para minha cabeça se acostumar com as mudanças, mas é foda o processo, né?

E você, tá bem?


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Diário de crises


























Estou no meu último ano de faculdade e, como todo aluno, estou dando graças aos deuses. Mas tenho comigo a sensação de angústia. Estou sem rumo.
Sem rumo, perdida, cadê o caminho? O que eu vou fazer?
Continuo com meu emprego e continuo fazendo os freela? Arrisco sair e ficar só por conta dos freelas? Faço pós, faço outro curso?
Tentei, por tanto tempo, me convencer de que era o caminho certo. Para falar a verdade, nem sei se estou no caminho certo ou errado. Não sei. E isso acaba comigo, porque algumas partes da nossa vida está tudo certo, caminhando conforme previsto, mas aí vem uma que está com um problema maior e tira o brilho das outras. Nada fica bom. Nada serve.
Fico me perguntando se o que me incomoda está ligado ao curso que escolhi fazer. Mexendo aqui no blog e passando algumas folhas, percebi que, por pouco mais de três anos, minhas crises são direcionadas à um tema só. Meu diário de crises está cheio de incertezas, instabilidade e uma maré sufocante.
Já tentei me fazer acreditar que a calma que eu preciso está em alguma porta por aqui. Perdi a chave e nada me faz achá-la. Nem São Longuinho achou, mesmo com tantos pulinhos prometidos.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017


Acreditar.
É a força que tento ter todos os dias. Força para acreditar que esses dias difíceis passarão, assim como das outras vezes. Acreditar que coisas boas têm seu próprio tempo para acontecer, que a sensação de vazio não é para sempre. Que quem me guarda e protege sabe da minha instabilidade e a conheça mais que eu mesma. Que me soprem que não há nada nessa vida que eu não conseguirei enfrentar. Tenho que acreditar e ter a certeza que amo o que faço e o que pretendo fazer, que as pessoas em quem confio me amem também.
Que as palavras que recortei das revistas e jornais voaram com a brisa que passou há alguns dias e esse é o motivo do caos: não consegui reorganizá-las.Que eu vou voltar. Preciso acreditar que a calma está na porta ao lado e que a chave dessa porta ainda está por aqui. São Longuinho, São Longuinho... três, seis, nove, doze pulinhos.
Me faz acreditar.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Palavras aos meus avós e tia, mortos

Essas são coisas da minha cabeça que estão aqui desde que entendi que vocês existem. Ou existiram. Pode sair um pouco desconexo, mas são os pensamentos de uma criança e de uma pessoa com um "quê" desespero.

Qualquer pessoa que me conheça, jamais terá uma parcela de noção da quantidade de litros que já chorei pela minha família há muito falecida.

Hoje, há 29 anos e um dia.

Eu não sei como nem o porquê, mas eu realmente me desesperava e começava a chorar e não conseguia parar. O peito ficava levemente dolorido (da mesma maneira que está agora) e demorava passar.

Percebi, recentemente, que sou uma pessoa de toques. Gosto de alguém e quero tocar, abraçar, sentir o calor e a energia que emana desse alguém. E eu me sentia a angústia em pessoa por não ter essa sensação. De sentir o calor de vocês, de sentir o aroma dos cabelos e da pele.

Ainda há muitas histórias e memórias que não ouvi e que não conheço. Sei que muitas não serão verdades absolutas, pois não serão vocês me contando. Mas já é melhor que nada. Sinto gratidão e uma inveja descarada de todas as pessoas que já me contaram um pouquinho de cada um de vocês. Gratidão por me darem a oportunidade de guardar tudo dentro de uma caixinha no coração e seguir formando a minha versão de vocês. E inveja por essas pessoas saberem muito mais de vocês que eu com minhas poucas histórias guardadas na caixinha.

Você já sentiu saudade de alguém que nunca conheceu? De alguém que nunca sentiu o cheiro, nunca apertou as mãos ou deu um abraço? De alguém que você não sabe como é o timbre da voz, se fala manso ou apressado?

Eu sinto. E muita.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Segunda-feira, 28 de novembro de 2016

pinterest

Quem a vê sorrindo assim, não acredita que ela guarda alguns segredos ruins junto a ela e nem que é capaz de fazer coisas ruins. Não, não. Ela não faz essas coisas contras as pessoas, faz com si mesma e guarda junto a mente.

Ela gosta de fazer listas, mas se desinteressa rapidamente de cada uma delas. Às vezes, por falta do que colocar nelas, às vezes, por falta de tempo. Ela escreve, escreve muito. E quando ela é vista escrevendo em sua caderneta, é porque as coisas dentro de si não estão da maneira como deveriam. Mas ela escreve porque gosta de coisas antigas e quer ler seus pensamentos quando já tiver esquecido. Ela tenta dar sempre o seu melhor no trabalho, mesmo não conseguindo criar algo interessante e bonito, às vezes.

Ela gosta de ler e, eis aqui o seu mal: ela lê alguns romances baratos para diminuir um pouco das lágrimas acumuladas pelo tempo. Não chora só pelas histórias dos livros, chora pela sua. Mas que fique bem claro que ela também não sabe o porquê das lágrimas. Não sabe porque está chorando, não consegue explicar a sensação que sente e não entende o que a puxa para baixo, cada vez mais fundo, mais escuro.

Ela deixa isso registrado no caderno e continua lendo seus livros. Tentando se erguer.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A maré não está boa



Tento me convencer de que estou no caminho certo, de que sei exatamente o que quero e onde quero chegar. Me esforço para entender o que está acontecendo. Vai com calma que dá certo, me disseram. Estou calma, mas não estou vendo nada dar certo.

Pensei em desaparecer. Sumir. Fingir. Mas sinto que não vou fazer nada disso. Sei que sou forte, mas nesse momento minha força não está sendo suficiente. Sinto que vou me sentir ainda pior se me retirar. Não suporto as pessoas me perguntando o que eu tenho ou o que está acontecendo quando fico assim. Não são pessoas que realmente se importam. Só perguntam para se sentirem melhores, o típico "fiz minha parte".

A realidade é que eu também não sei o que está acontecendo.

Não sei o que quero, me sinto péssima fazendo qualquer coisa, minha paciência está mais curta que o normal e sou grossa com pessoas que não quero magoar. Estou cansada de sair sorrindo para todo mundo, de deixar algumas pessoas satisfeitas sendo que eu não fico. Eu não sei mesmo o que está acontecendo.

Só sei que isso é uma fase. Acho que é por isso que estou tentando ficar tranquila: já aconteceu antes e sei que vai passar. Por isso não vou desistir nem sumir. Vou sentar, me acalmar e esperar a maré baixar. O único, e maior, problema é que não sei quanto tempo vai levar essa espera.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ela escreveu:


continue me prometendo
um futuro uma velhice
uma felicidade
continue dizendo
que sou a
mulher da sua
vida
que não vê a hora
de dormir todas as
noites ao meu
lado
de conchinha ou
esparramado
continue afirmando
que nosso amor é
para sempre
e eu vou sempre
dizer sim e te
pedir que nunca
esqueça de ser e
estar por inteiro em
todos os nossos
instantes.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

{Melhores Quotes} O Menino do Pijama Listrado

Vim tirar a poeira daqui do blog com mais um Melhores Quotes. Dessa vez será do livro O Menino do Pijama Listrado, do John Boyne, que li em 2013, é faz um tempinho.
Sem muitas delongas, vamos lá:

Imagem tirada do blog Bonita Por Dentro

"Bruno sabia que às vezes, quando a pessoa está triste, não gosta de falar a respeito; às vezes acaba contando do que se trata por conta própria e às vezes não para de falar nisso durante meses, mas naquela ocasião ele pensou que seria melhor antes de dizer qualquer coisa."

"Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada."

"Não torne as coisas piores, pensando que dói mais do que você realmente está sentindo."

"Quando fechava os olhos, tudo ao seu redor parecia simplesmente vazio e frio, como se ele estivesse no lado mais solitário do mundo. No meio de lugar nenhum."

"Menina tola! É isso que considera de importância neste mundo? Ficar linda?"

"Temos que procurar fazer o melhor de uma situação ruim."

"Às vezes há coisas na vida que temos de fazer e não temos escolha a respeito delas."

"Só porque um homem olha para o céu a noite, isso não faz dele um astrônomo."

"A infância é medida por sons, aromas e visões, antes que o tempo obscuro da razão se expanda."

"Se quer saber, estamos todos no mesmo barco. E ele está afundando."

"Estou apenas dizendo o que sinto. Eu sou livre para fazer isso, não?"

"Um silêncio se seguiu a esse comentário, mas não foi um silêncio normal, quando por acaso não há ninguém falando. Era como se fosse um silêncio muito barulhento."


Mesmo já sendo um livro mais antigo e que muitas pessoas já o leram, muitas vezes a gente esquece algum quote perfeito para seu dia ou seu momento difícil. E todos juntos fica bem mais fácil de achar e sentir o gostinho de saudade da leitura.

Baci.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Cadê minha tristeza?


Um amigo me indicou um livro que só pelo título já quis sair correndo para comprar (porém, ainda não comprei). É um livro do Rubem Alves, chamado Ostra feliz não faz pérola. Não tive tempo de dar uma pesquisada sobre o livro ou ler alguma resenha, mas parei um pouco para pensar nesse título.
Ando tão feliz com as coisas que estão acontecendo e tudo que estou conseguindo realizar, que agora vejo que não estou com tempo para ficar triste. Aquela tristeza que me apertava tanto quando sentia falta de algo que nem conseguia imaginar o que era.
Percebo que minha escrita era mais largada, eu escrevia o que me vinha do coração. Hoje, a organização e o cálculo tomam frente nesse processo pouco usado ultimamente.
Sinto saudade. Sinto falta.
Já disse aqui que só sei ficar nas extremidades e isso é realmente verídico. Queria aprender a controlar isso, gostaria que ficasse tudo bem e que também saísse mais rabiscos de mim.
Cadê a dose de tristeza que todos têm? Essa dose que nos faz seguir em frente e transformar a sobrevivência?

Cadê a minha tristeza?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Primeiro mês de faculdade


O dia de ontem foi quase uma data comemorativa. Ontem completou um mês que estou na faculdade. Parece que ainda não dá para acreditar, mas estou muito feliz! Para quem não sabe, estou cursando Comunicação Social na Universidade do Estado de Minas Gerais na minha cidade.

É algo totalmente novo e diferente. Estar em um lugar que você não tinha o costume de ir e encontrar pessoas com culturas totalmente diferentes da sua, é tanto assustador quanto engraçado. Cada dia teve um desafio diferente, como ter pouco tempo para arrumar e lanchar e, às vezes, ter que quase correr atrás do ônibus. Mas foram dias especiais, e acho que vou lembrar desse sentimento "novo" por muito tempo ainda. Além disso, estou me adaptando a uma nova rotina que é bem diferente da que eu tinha antes. Não gosto mesmo de rotina, mas ainda não consegui dormir o suficiente depois dessa mudança (outro dia falo mais sobre isso).

A primeira semana pode ser resumida em "frio na barriga". Primeiro dia foi trote e, na real, eu e todo mundo estávamos parecendo massa de bolo sem bater. Leite vencido, farinha, iogurte vencido, fubá, sardinha, óleo, ovo... Ah, e tinha a pinga. No outro dia, mal conseguia andar direito porque fomos obrigados a andar uns dois km de elefantinho. Enfim, essa é a integração que meus amados veteranos prometeram que teríamos. Depois, mergulhei de cabeça nesse novo mundo, porque é pra isso que eu estou lá, quero aprender tudo que tenho direito.

Assim que passou a fase assustadora, começou a ser gostoso descobrir tanta coisa diferente, fazer amizade com o pessoal da minha sala e discutir sobre o que é bolacha e o que é biscoito. Já cantamos muito no karaokê de terça-feira, comemos brigadeiro demais e estamos atolados de fichamentos para fazer. Conhecemos professores escrotos e professores legais. E até agora, a matéria que estou mais gostando é Redação Jornalística, apesar de querer partir para a área da publicidade.

O primeiro mês passou e já estou me acostumando com a ideia de que não vou conseguir ler todos os livros que queria ler esse ano e que não irei comprar nenhum. Não sobra tempo para eu fazer muita coisa, mas espero conseguir conciliar tudo isso mais o tempo com meu namorado e amigos para dar tudo certo! haha

@angela.guidi
Agora vi para quê realmente existe feriados prolongados: para dar tempo de ler todos os livros e fazer todos os trabalhos da faculdade. E é o que vou fazer agora. 


Au revoir.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Trabalhando no que gosto

Via Google

Já desisti de dizer que vou voltar com mais frequência, ainda mais agora que comecei realmente a faculdade. Não contei, né? Depois de passar um pouco de raiva no trote e dormir com a frase "bixo é burro, veterano é foda" na cabeça, finalmente as aulas começaram.

Uma pequena onda de terror no quarto dia de aula e já deu para imaginar o que há por vir.

Enfim, são palavras para outro texto. Voltando ao título, hoje faz dois meses que saí oficialmente da vida "à toa" que eu tinha. Estou trabalhando com uma fotógrafa (clique aqui para conhecer o trabalho dela! haha) e estou aprendendo muitas coisas legais em relação à fotografia e está sendo fascinante para mim. Estou observando o mundo com um olhar diferente e sempre pensando "isso daria uma boa fotografia". Sempre gostei, mas nunca imaginei trabalhar com isso. Minha ideia inicial era (e ainda é) trabalhar com editora (livros, revistas), mas essas câmeras estão ganhando espaço dentro de mim.

Minha visão nos ensaios (foto tirada do celular)

Por enquanto, sou assistente, cuido da parte de diagramação de álbuns e, às vezes, escolho mais algumas fotos para colocar no álbum e deixá-lo com uma história mais bonita. Mas logo (eu espero) vou começar a fotografar alguns eventos menores para ela.

Enfim, vim aqui apenas para compartilhar minha felicidade. Outro dia volto e conto mais da faculdade.

Au revoir.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Você, apenas você


Eu costumava imaginar que amaria uma pessoa que me trouxesse o que tem de melhor para mim. Paz, conforto e que me aceitasse exatamente como sou.
Aí eu conheci você.
E você não me trouxe nada disso. risos
Ao invés de paz, você me trouxe novidades, um mundo diferente do qual eu achava conhecer. Ao invés de conforto, você trouxe uma nova forma de pensar, sentimentos e lugares para conhecer. E, ao invés de me aceitar como sou, você me fez descobrir que eu posso ser muito melhor.
Mesmo tendo gostos parecidos, somos muito diferentes um do outro. E mesmo sendo uma frase bem clichê, é exatamente isso que deixa tudo perfeito.
O "normal" seria que eu desejasse de todo o meu coração que você nunca mude, que você continue sendo essa pessoa que eu amo. Mas, na verdade, quero que a cada nova fase da nossa vida, você continue mudando, porque assim você continua mudando minha vida e me tornando melhor.



Obs: Obrigada por esses três anos juntos, foi tudo maravilhoso!
Obs2: A qualidade da foto não importa. Vlw Flw.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Intensidades

We Heart It
Tenho andado longe de você e, agora que parei um pouco de pensar em tudo que estou fazendo, percebi que talvez seja por isso que estou voltando a transbordar. Por mais que eu tente segurar, nem o som do mar, que eu me forço ouvir quando preciso me acalmar, está funcionando.

Eu sei, eu preciso voltar. Não é só você que me olha com cara de cachorro perdido na mudança. Minha sanidade chama por você todas as noites. Noites tumultuadas. Sem mar. Sem você.

Nada me deixa tão tranquila quanto você quando está por perto. Livros não fazem o mesmo efeito, a criatividade se esvai de mim e as cores não são mais tão brilhantes. Essa falta de intensidade some com a graça das coisas.

Tenho um sonho. Um sonho desconhecidos por todos, mas tão bom que chega a ser azul. Azul da cor do mar. Azul da cor da intensidade. Porque o mar é intenso e tudo que eu preciso quando você não está aqui é dele. Mentira. Preciso dos dois. Porque sou feita de intensidade. E peço desculpas por isso, por multiplicar tudo por cem, mil, das dores aos amores.

Só sei ficar nas extremidades.

E agora estou voltando para você, 
Querido Diário.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

E aí, 2015?!

É de lei ter algum post de fim de ano falando do ano que se aproxima, sempre. E eu vou fazer o meu.


Pode-se dizer que 2014 foi um bom ano. Conheci novas pessoas. Fiz coisas novas. Também continuei fazendo coisas que eu já fazia antes. Vi muitos filmes com meu namorado. Fiz gordices. Tive momentos maravilhosos, mas minhas crises não me abandonaram ainda. Li muitos livros. E passei no vestibular (acho que isso foi o mais importante para mim, o que me deu muito frio na barriga).

Imagino que 2015 será ainda melhor. Essa nova fase da minha vida, que é a universidade, vai me mudar muito, pois nossa vida são feitas de mudanças, ainda bem! Sei que vou amadurecer mais um pouquinho, são novas responsabilidades a serem cumpridas agora. E o melhor: não vou mais precisar estudar Física, Química nem Matemática, pelo menos por enquanto (desculpe, Pedro Paulo, suas aulas são maravilhosas, mas a matéria que você ensina me desgasta).

É isso, acabo esse ano com a sensação de dever cumprido. E darei início ao próximo ano com novas chaves para abrir as portas que preciso abrir, e quem sabe umas a mais. Dou início com o desejo de tornar 2015 um ano muito divertido!

A única coisa que necessito agora é um emprego, pois livros não caem do céu.



Sim, galerinha, eu dei uma sumida. Fiquei sem inspiração esse mês, acho que de ansiedade, mas voltei.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

{Resenha} Maze Runner: Correr ou Morrer

E eu que disse que não leria mais livros esse ano, menti. Nunca consigo ficar sem ler, é realmente minha válvula de escape do mundo.
Enfim, hoje eu vim com a resenha de Correr ou Morrer, primeiro livro da trilogia distópica de Maze Runner, escrito por James Dashner. Sim, é uma trilogia, porém há quatro livros. Procurei um pouco sobre os livros e vi que o quarto livro se passa antes dos acontecimentos do primeiro livro. Estranho, mas interessante.
Acho que já deu para ver que eu AMO distopia e amei quando vi o filme. Eu não sabia nada sobre a história de Maze Runner, já tinha visto algumas pessoas falarem, mas não fui procurar sobre. Então, um dia me deu vontade de ver filme e fui ver quais tinha no cinema e o que mais me chamou atenção (pelo poster) foi Maze Runner. E fui ver. Amei. Simplesmente. E comprei os livros. Lindo!

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 
 Editora: Vergara & Riba
Título Original: The Maze Runner
Autor: James Dashner
Páginas: 428
Ano: 2010
 O livro começa quando Thomas acorda dentro de um elevador escuro, em movimento, e percebe que não tem lembrança de nada sobre sua vida, a não ser seu nome. Quando esse elevador para e as portas se abrem, ele vê que está em um lugar chamado Clareira e que há vários outros garotos na mesma situação: sem memória e sem nenhum tipo de informação sobre o motivo por que foram jogados ali.

Thomas é obrigado a esperar pelo Passeio na manhã seguinte a que ele chega, onde tudo será explicado para ele. Com isso, Thomas descobre que a Clareira é rodeada por um Labirinto de muros enormes, onde todas as noites as portas dele se fecham. E, nenhum Clareano, como eles se denominam, que passou a noite no Labirinto, saiu vivo de lá.

Por que? Existem monstros totalmente assustadores e a explicação de como eles são vai além da imaginação: os Verdugos. Meio máquinas meio bichos gosmentos e nojentos, os Verdugos são os maiores perigos para os Clareanos. No dia depois que Thomas chega à Clareira, acontece uma coisa muito estranha, a Caixa, como é chamado o elevador, sobe com mais um novato, mas dessa vez é uma menina que traz consigo uma mensagem bem assustadora.

Minho, um Corredor, encontra um Verdugo morto e chama Alby, o Líder, para que possam ver o que aconteceu. Ocorre um imprevisto com eles o que acaba fazendo com que cheguem atrasados na Clareira e as Portas do Labirinto se fecham, porém antes de se fecharem, Thomas, que estava esperando eles chegarem, viu que não daria tempo para Alby e Minho entrarem e correu para o Labirinto, quebrando a Regra Número Um: Nunca Entre No Labirinto.

Depois desses acontecimentos, todos passam a suspeitar de Thomas, primeiro por causa da garota e segundo por ter sobrevivido uma noite no Labirinto junto com Minho e Alby e acabar deixando a Clareira em desordem após sua chegada.

Esse é praticamente um resumão da história, o que importa é: você tem que ler o livro. Olha só, se tiver algum romântico ao extremo aqui, nem leia, pois é bem provável que depois irá falar mal do livro para deus e o mundo. Esse é um livro de ação, mistério e suspense, não de romance. Pode até ser que tenha nos próximos livros, mas nesse é bem superficial.

Dashner consegue nos passar muito bem como é estar dentro da Clareira e cada traço dos personagens. A ideia da distopia dele é bem diferente de tudo que já li e assisti, pode ser que lembre Jogos Vorazes, mas é muito pouco e é passado um pensamento diferente. Comecei a ler o segundo livro já e, ó: socorro. Está muito bom! Super recomendo!


E aí, alguém já leu o livro? Viu o filme? Contem aqui se gostaram. *-*

Au revoir.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

{Melhores Quotes} Claros Sinais de Loucura

E aí, galere?! Como vai a vida? A minha vai bem corrida.
Bom, maaais um "Melhores Quotes" aqui no blog e hoje venho com um livro maravilhoso (e pouco conhecido ainda) que é o Claros Sinais de Loucura, da Karen Harrington. Ah, e para quem não sabe, fiz uma resenha dele aqui no blog, para lê-la clique aqui.

Claros Sinais de Loucura - Karen Harrington
"Nem todo mundo reage às palavras da mesma maneira. Algumas são palavras-problema. Uma palavra problema muda a expressão da pessoa que a escuta. Amor pode ser uma palavra-problema para algumas pessoas. Loucura também. Eu sei bem."
"Do meu ponto de vista, a vida é muito dramática. Eu estou apenas fazendo meu papel." 
"É engraçado como eu não sabia que era um só um monte de peças soltas até que alguém me abraçou forte." 
"É isso o que eu sou. Uma cripta de segredos. Eles se agitam dentro do meu peito como pássaros engaiolados que querem fugir, mas têm medo de voar."
"Por que alguém ia querer que o mundo soubesse da sua vida? Pessoalmente eu ia preferir que um garoto percebesse qual livro eu estava lendo e me dissesse que também tinha gostado. Isso parece um sinal melhor de carinho do que um beijinho qualquer." 
"Mas, afinal, o que eu sei sobre amor e relacionamentos? Resposta: nada." 
"A maioria das pessoas não sabe o que realmente pensa até colocar no papel." 
"Sempre que comprar uma blusa nova ou algum creme para ficar bonita, vá e compre um livro na mesma hora. Também é importante embelezar a mente, não acha?"
"Por que meu nome soa tão mais bonito quando dito por ele? Não sei. Em seus lábios, meu nome parece um elogio." 

E aí, gostaram? Alguém já leu o livro?
Por hoje, é isso. Au revoir! 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

{Top Ten Tuesday} Autores que mais tenho na estante


Achei que já tivesse passado dessa fase de sumir daqui do blog. Nem para entrar aqui tive tempo direito. E com o ENEM agora, vim aqui correndo fazer o Top Ten dessa semana e já vou meter a cara nos livros de novo.
Hoje o desafio é dos autores que mais aparecem na minha estante, foi um pouco difícil ver isso, porque minha estante estão apenas alguns livros e vários livros estão guardados em lugares de difícil acesso.
Lembrando que esse é um projeto criado inicialmente pelo blog The Broke and the Bookish.

10. Lauren Kate: Eu simplesmente amo livros sobre anjos, e a série Fallen é maravilhosa! Mas ainda acho que Kate poderia ter tirado o mimimi todo e melhorado mais ainda a história.

9. Becca Fitzpatrick: Ainda com a temática de anjos, Fitzpatrick conquistou vários corações com o Patch, o anjo caído mais tentador de todos os tempos. hahah Juro, se tivesse mais livros da série, eu compraria na hora.

8. Oliver Bowden: Gosto muito de História e os livros da série Assassin's Creed são incrivelmente maravilhosos. Conheci um cara que jogava o game, pesquisei e descobri que tinha os livros. Comprei os livros para entender mais sobre o que ele conversava comigo e acabei amando a obra. Ezio ♥

7. Douglas Adams: Tenho todos os livros de O Guia dos Mochileiros das Galáxias, mas não li ainda. Comecei a ler o primeiro livro e tentei fazer do meu namorado um leitor iniciante com ele, parei de ler e emprestei, mas não obtive sucesso. (e não vou desistir!!)

6. George R. R. Martin: A peleja que eu tive para ganhar os livros está sendo a mesma para eu conseguir lê-los. Estou quase acabando o primeiro, mas não acaba! Até parei de ver a série, estava demorando muito para eu chegar nas partes mais fodas.

5. Markus Zusak: O primeiro livro que li do Zusak foi A Garota Que Eu Quero. Foi amor à primeira vista, me julguem, mas comprei por causa da capa. Depois A Menina Que Roubava Livros me conquistou e passei a ler os outros livros dele. Muito bom.

4. Gail Carson Levine: Pelo que pesquisei, Levine é a autora da série Disney Fadas. Sim, também gosto de fadas e não tenho vergonha disso. Tenho quase dez livros da série e são as coisas mais fofas do mundo!

3. P. C. Cast e Kristin Cast: Como não ter vários livros delas sendo que parece que elas não conseguem escrever poucos livros para uma série?! Só com House of Night são nove livros, até agora! Ainda tem os livros adicionais que elas escrevem sobre a série e outras séries, que são extremamente maravilhosas.

2. Stephen King: Meu maior orgulho foi comprar a série toda de Torre Negra por apenas 50 dilmas. Está na lista para ler, mas time que é good, nós não have.

1. Richelle Mead: A diva é a ruiva mais linda que mais aparece na minha estante. Academia de Vampiros e Bloodlines são séries com seis livros cada e daqui a alguns dias espero ter outra série dela. *-*

Esse foi meu TTT dessa semana, o que acharam? Qual o escritor que mai aparece na sua estante?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

{Top Ten Tuesday} Melhores livros que li em 2014 até agora


Até agora só consegui ler 30 livros (e mais alguns que comecei, mas ainda não terminei, como A Guerra dos Tronos), não é pouco nem muito. Pra mim está no meio termo, tendo em vista que esse ano eu tenho vestibular e tudo o mais.
Enfim, esses dias estava dando uma olhada em alguns blogs literários e achei o Top Ten Tuesday, inicialmente criado pelo blog The Broke and the Bookish, no blog da Roberta Krutzmann, Apenas um Trecho (o blog dela é lindo, visitem!). Lá, pelo que entendi, eles dão um tema para cada semana e nesse post, eles dizem qual é o próximo tema. Bom, como a boa vida de vestibulanda me permite, postarei a cada duas semanas. Tempo aqui é raridade.
Estou muito animada, e para começar escolhi o tema: dez melhores livros que li em 2014, e antes que vocês pensem "tá louca, cabeça? Estamos em outubro ainda, o ano não acabou, não!" vou explicar o porquê: como acho que não terei muito mais tempo para ler agora até o fim do ano por causa dos vestibulares e quero me dedicar extremamente a ler A Guerra dos Tronos, não vou ler mais outros livros. 
Chega de lero-lero, Ângela e vamos logo ao que interessa.

10. Todo Dia - Gente, que livro! Gostei muito da ideia que o Levithan quis passar no livro, que tem pouca explicação do que acontece com "A", mas a lição que ele nos dá é melhor que qualquer outra coisa. É simplesmente lindo! Todos têm que ler.

9. Peter Pan - Que julguem o quanto quiserem, mas eu amo Peter Pan e seu jeitinho arrogante. Infelizmente, não tinha lido o livro sobre a história dele, apenas visto filmes e lido, quando era criança, uma pequena história dele naquele livro da Disney: Clássicos Favoritos de Todos Os Tempos. Tenho ele até hoje, muito amor! ♥

8. Como Viver Eternamente - Gosto muito de livros que tem ação, e mesmo esse não tendo nada mais agitadinho, eu gostei muito dele. A história é contada por um garoto de onze anos que resolve escrever um livro antes de morrer de leucemia. Achei Sally uma verdadeira artista, ela escreveu como escreveria qualquer garotinho de onze anos. Simples, mas envolvente.

7. Extraordinário - Um livro extraordinário que todos deveriam ler. Um garoto que nasceu com o rosto deformado passa a ter suas primeiras experiências na escola e algumas crianças não reagem muito bem à ele. O livro é praticamente um tapa na cara da sociedade de lição de moral. Muito bom!

6. Claros Sinais de Loucura - Fiquei muito empolgada para ler esse livro e, praticamente, devorei ele. Sarah é uma garotinha que acha que está ficando louca, escreve em dois diários (um bobinho e outro que ela guarda seus pensamentos mais profundos), escreve cartas para o personagem de seu livro favorito e sua melhor amiga é uma planta. Karen escreveu um livro maravilhoso.

5. O Oceano no Fim do Caminho - Não tinha lido nenhum dos livros de Gaiman até ler esse. E simplesmente amei o jeito como o cara escreve e a história do livro. No começo achei que ele fosse meio doido, mas depois como ele é genial. Preciso de mais livros dele.

4. Quem É Você, Alasca? - Muitos não gostaram do livro do nosso querido João Verde (acabei ganhando ele por causa disso, meu primo não gostou e estava praticamente dando o livro para o primeiro que passasse na rua), mas eu gostei. Achei o começo meio parado, cansativo, mas depois que conhecemos Alasca tudo fica diferente. Queremos saber como ela é e o que ela vai fazer da próxima vez que for citada. E gostei muito da temática do livro.

3. Série Academia de Vampiros - Na verdade, eu reli os livros que faziam quatro anos que nem os abria. Sim, é uma das minhas séries favoritas e a ruiva da Richelle é uma diva de outro mundo por inventar uma história tão, mas tão diferente, original e brilhante. Dimitri e Rose ♥. Sem mais.

2. Laços de Sangue (Bloodlines) - Sim! É a série spin-off de Academia de Vampiros. Eu tinha acabado de ler o último livro de VA e já morrendo de tanto chorar (tanto pelo livro quanto pela saudade) que aí me lembrei que certa vez tinha lido uma resenha desse livro fui logo atrás saber como era. Comprei os quatro livros lançados aqui no Brasil no mês de setembro e amei ainda mais a Richelle por fazer isso. Pena que a série é composta por apenas seis livros, mas os dois últimos ainda não foram publicados aqui.

1. Os 13 Porquês - Tenho quase certeza que esse foi melhor livro que li em toda a minha vida. Podem dizer que é modinha, best-seller, YA, que eu não me importo. A lição que esse livro passa é uma coisa extraordinária. Acho que esse livro deveria ser leitura obrigatória nos colégios a partir do momento que as crianças passem a fazer brincadeiras de mal gosto com as outras. Esse é um livro que eu poderia reler quantas vezes fosse possível. Jay Asher foi espetacular!

Bom, esses foram meu top 10. O que vocês acharam? 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cazuza me dando conselhos

Cazuza
Voltando do cursinho com os fones quase no último volume - sei que isso é errado, mas quando era mais nova eu fazia isso e agora realmente preciso deles mais alto - cansada da voz do professor de física que acha que suas piadas são as melhores, começa a tocar Cazuza no meu celular. Podia ter tocado Arctic Monkeys, Frejat, The Pretty Reckless ou qualquer outro tipo de rock que eu goste, mas não, foi Cazuza, que há tempos não aparecia para mim. Engraçado como as pessoas que a gente menos espera, podem ser as que mais podem nos ajudar.
À dois anos atrás, eu sabia exatamente o que fazer da minha vida. À um ano atrás, eu estava extremamente perdida. Indo na ideia dos outros, vendendo meus sonhos tão baratos que eu mal conseguia acreditar. Esse ano foi o pior de todos. A maioria dos meu amigos, da minha idade, na faculdade. Meus amigos mais velhos me dando força, me perguntando o que eu gostaria de fazer.
Eu não sei mais.
Pensei em fazer escolhas absurdas. Não vou ser feliz assim. Pensei em fazer escolhas piores. É isso que eu quero. Não vai te dar dinheiro. Vendo Jequiti. Tudo bem, então.
E vocês devem estar se perguntando: o que o Cazuza tem a ver com suas escolhas?
Foi ouvindo algumas partes da música Vida Louca Vida que tudo clareou na minha mente. A vida é breve e também imensa e estou cansada de tanta babaquice, de tanta caretice. E a parte do refrão que tirou um peso das minhas costas:
"Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve"

Não vou me perdoar se eu não tentar, vou me deixar levar. Hoje, arrisquei todas as minhas fichas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

{Resenha} Aura Negra - Série Academia de Vampiros - Richelle Mead (VA.2)

Começo de mês com resenha! êeeee! Todos felizes.
Bom, quem me acompanha a algum tempo, já percebeu que as coisas aqui no blog estão mudando um pouco. Estou colocando mais coisas relacionadas a minha paixão pra vida inteira: livros. Sim, pois livros são tudo e como diz um velho sábio: livros são refúgios para escapar à vida. E gosto exageradamente de me refugiar neles. ♥ Mas não pensem que irei parar com meus textos, o blog ainda é pessoal, só posto o que gosto.
Enfim, hoje é resenha do segundo livro da série Academia de Vampiros, portanto, se você ainda estiver no primeiro livro ou nem tiver começado a ler a série já aviso que terá alguns poucos spoilers do primeiro livro. Leia a resenha dele aqui. Lembrando: não há spoilers do livro.

Sinopse: A Escola São Vladimir está em alerta após um ataque dos sanguinários Strigoi. Os Guardiões admirados por suas habilidades e seus grandes feitos, se preparam para entrar em ação. A escola envia seus alunos para um hotel de luxo e bem protegido, porém um imprevisto obriga Rose a deixar a segurança de seu lar e impedir que o pior aconteça. Apenas quando a vida de seus amigos está por um fio é que a heroína descobrirá força dentro de si. 
Editora: Nova Fronteira
Título original: Frostbite
Autora: Richelle Mead
Páginas: 304
Ano: 2010





Após a bagunça toda de Lissa e Rose descobrirem sobre Victor Dashkov e suas "travessuras" - ênfase nas aspas, pois ele é muito pior que isso! - e finalmente tendo seu devido fim numa prisão Moroi altamente segura, temos um pequeno momento de sossego. Pelo menos é o que achamos que iríamos ter. Mas sossego é uma coisa bem rara de ter nessa série.
Nós descobrimos no primeiro livro, que Lissa desenvolveu sua habilidade mágica com o espírito, uma magia que todos não faziam ideia que existia. Ela pode curar as pessoas, foi assim que Rose voltou dos mortos. Porém, como todas as coisas boas têm seus lados ruins, o espírito também tem. Quanto mais Lissa usa a magia, mais deprimida/louca ela fica. Mais um problema que Rose se sente no dever de protegê-la.
Falando em problemas... Depois dos incidentes com Victor, Rose e Dimitri - suspiros - vão à casa de uma família Moroi onde trabalha um guardião muito renomado e descobrem uma carnificina feita pelos Strigoi: uma família Moroi inteira e seus guardiões mortos. Todos ficaram ainda mais assustados quando passou a acontecer com outras famílias a mesma coisa. Inclusive a mãe de Mia Rinaldi, uma das que faziam parte das panelinhas de escola no outro livro que atormentava a vida de Rose e Lissa, ela passou por uma mudança muito grande depois disso, mas acaba fazendo uma burrada no fim do livro. O mundo Moroi vira um caos. Muitos foram para a Escola São Vladimir em busca de proteção. E vários guardiões do mundo todo foram para a escola, junto com seus Moroi, para fazerem um plano e deixar a todos mais tranquilos.
Com a chegada dos guardiões, conhecemos um personagem novo: a mãe de Rose. Janine Hathaway, a pessoa pela qual a Rose mais tem ressentimento e mágoa. Janine a deixou na escola muito nova e depois disso visitou a filha pouquíssimas vezes - tipo, muito pouco mesmo. Foi interessante ver as alfinetadas que uma dava na outra, porém triste ler os desabafos de Rose em relação a ela. Rose continua explosiva nesse livro, mas com todos os problemas entre os Moroi, seu foco está em proteger Lissa.

"Foi bom ver você também. Fiquei surpresa de você ter me reconhecido. Na verdade, quando vi que você estava no campus e nem se dera ao trabalho de me avisar, fiquei achando que você nem se lembrava mais da minha existência."
 A Escola decide fazer uma viagem de "férias" à uma estação de esqui, já que estão perto do Natal e por ser um lugar apenas para Moroi e Dampiros. Na estação, conhecemos mais um personagem: Adrian Ivashkov (). Conhecido por todos, tanto da os realeza quanto os que não são, por ser mulherengo, festeiro, mimado, audacioso, sem vergonha e sem juízo. Pouco depois descobrimos que ele é um personagem chave para competir lado a lado com Dimitri pela atenção de Rose - e claro que a nossa também.
Lissa está namorando Cristian Ozera, o que a deixa com pouco tempo para ficar com Rose, que não conta nada sobre os sentimentos que tem por Dimitri. Então Lissa fica meio que empurrando Rose para namorar com Mason, um dampiro bonitinho com quem Rose gosta de flertar - o que ela faz muito com vários, no primeiro livro ela ganha apelidos nada legais por causa disso -, mas não está interessada em namorar com ele. Porém, Tasha Ozera, tia de Cristian, meio que quer Dimitri, então Rose aceita "dar uma chance" a Mason, mas fica mais parecendo que ela está fazendo para fazer ciúme. 

"É impossível se forçar a amar alguém, eu me dei conta disso. O amor existe ou não existe."
 Bom, acontece muitas coisas no livro. O final é uma loucura, nos faz odiar Rose por abrir a boca mais que o necessário e depois nos faz ter admiração por ela. Lembrando: peguem um lenço. Você vai chorar. A diva ruiva melhora a cada livro, isso é certeza! Seus personagens evoluem, apesar de Lissa ter ficado meio apagadinha nesse livro. Fiquei com um pouco de raiva pelo que Richelle fez, mas entendi que foi mais uma lição para que todos ficassem mais alertas. Enfim, Dimitri está apaixonante (Adrian também!!!), mas sua resistência em relação a Rose faz com que a gente tenha vontade de bater nele. Rose, tempestuosa como sempre.

Gente, Adrian. Adrian vai te pegar e não vai deixar com que você esqueça dele nunca jamais. Esses tempos estou ouvindo muito Arctic Monkeys e uma música que me faz lembrar muito dele é Do I Wanna Know?

Vocês já leram? Beijos, seus lindos!
Au revoir!